quinta-feira, 7 de abril de 2016

Dia do Humorista será comemorado no Cine Teatro São Luiz


 
ABRIL, MÊS DO HUMORISTA
12 de Abril
Dia Nacional do Humorista
Lei Municipal nº 9518 de 23/10/2009   (Fortaleza)
Lei Estadual nº 13.317 de 02/07/2003  (Ceará)
Lei Federal nº 13.082 de 08/01/2015  (Brasil)
 
 
85 anos de Chico Anysio
 
Quando o mês de abril chega, o Humor do Ceará ganha um brilho todo especial. É que no dia 12 deste dito mês é comemorado o DIA DO HUMORISTA, com Lei e tudo! A data é oficial no Estado do Ceará deste 2003. Em 2015 passou a ser comemorada oficialmente também, em todo o Brasil. O Dia 12 é uma referência ao nascimento de CHICO ANYSIO (1931). Este ano, Chico faria 85 anos. Ele nos deixou no dia 23 de março de 2012. Há 4 anos. Viveu 80 anos e 345 dias.
 
Neste 2016 as comemorações acontecem pela 13º vez, com uma vasta programação em vários locais, que vai de 1º a 30 de abril, é o Projeto de Humor Regional ABRIL, O MÊS DO HUMORISTA.
 
FESTIVAL DE MENTIRAS – 1º DE ABRIL
A programação começou logo no dia 1º de abril com o XXVIII Festival de Mentiras, que aconteceu mais uma vez debaixo do CAJUEIRO BOTADOR (Cajueiro da Mentira), na Praça do Ferreira, rememorando o FESTIVAL DE POTOQUEIROS que ali aconteceu de 1904 a 1920. Em 2006, o Festival foi retomado, e não parou mais de acontecer. A Escolha do Mentiroso do Ano foi feita no final da tarde/inicio de noite. Ao campeão (Humorista Cibalena) coube, além do Troféu Pantaleão, a quantia de R$: 1,00. O 2º Colocado (Humorista Delegado) ganhou a bagatela de R$ 0,50 e o 3º Colocado (Humorista Zé das Tapiocas) se estribou com R$ 0,25. O prêmio foi pago na hora, na presença do público e sem burocracia, sob forte esquema de segurança.
 
DIA 12 SERÁ O PONTO ALTO, NO CINE TEATROSÃO LUIZ
O ponto alto das comemorações que acontece na Praça do Ferreira há 12 anos, desta feita, por conta da data especialíssima, 85 anos do Chico, será no Cineteatro São Luiz, no Dia 12 de Abril, com a apresentação de shows envolvendo, pelo menos, 30 humoristas, que se reversaram no palco de 17h as 20h, oportunizando a todos, assistirem a bons e variados espetáculos humorísticos. A entrada é de graça.
 
Humoristas já confirmados para dia 12
Severina Guet, Superedson, Luan Damasceno, Lezadim, Elvis Preto, Sparguet, Veia Cômica, Zebrinha, Megdal, Delegado, Zé Bolão, Colorau, Gente Fina, Marmita, Tom Leite, Francisquinha, Rosinete, Esquema, Mexerico, Oscabrito, Manguaça, Paçoca, Fubá, Pepeta, Chocolate, David Moraes, Rafael Leite, Isaias Lourenço, Zeca Estrada, Froxilda Fofolete, Aloisio Junior, Luiz Neto, Oscabrito,  Zé das Tapiocas, Sergio Ataide, Edmaia, Sparguete e Titela.
 
DIA DA SOGRA – 28 DE ABRIL
No Teatro Chico Anysio, a programação  está assim:
No dia 28: Comemoração do DIA DA SOGRA, onde 10 humoristas contam só, única e exclusivamente piadas de Sogra.
 
SHOW DE ANDRÉ LUCAS – DIA 29
No dia 29, o humorista ANDRÉ LUCAS, filho de Chico Anysio, encerra a Programação com o seu novo show: ANDRÉ REVIVE CHICO ANYSIO, um espetáculo onde André faz imitações e homenagens a diversos personagens do pai, o maior humorista do Brasil.
 
EXPOSIÇÃO 80 E CHICO
Ainda dentro do Projeto, durante o mês de abril, fica em cartaz no Museu do Humor Cearense a Exposição "80 e Chico" em homenagem ao humorista Chico Anysio. O nome da Exposição é um trocadilho relativo aos “85” anos, que Chico faria este ano de 2016, se vivo fosse. A Exposição mostra um acervo de mais de 100 peças que  pertenceram ao humorista. Aqui,  citamos, por exemplo: O Jaleco do Professor Raimundo e a Urna Funerária, onde foram depositadas suas cinzas.
 
         E neste clima de alegria e bom humor, comemoraremos também, em nossa programação,  os 290 anos de Fortaleza.
 
         À frete do projeto está o Escritório do Riso com apoio da SECULT-CE e  SECULTFOR.

INFORMAÇÕES:
Jader Soares
(85) 999 91-0460
3252-374
escritoriodoriso@gmail.com

sábado, 2 de abril de 2016

O Humorista Cibalena vence o XXVIII Festival de Mentiras na Praça do Ferreira


 
 
 
 
 
Realizado debaixo do Cajueiro da Mentira, as 17h, neste 1º de abril de 2016, na Praça do Ferreira, em Fortaleza, capital do Ceará, o XXVIII Festival de Mentiras foi só alegria. Mesmo num dia chuvoso (na hora do evento, São Pedro deu uma pausa), o Festival reuniu 11 mentirosos, que  trocaram ‘experiências’ no palco. Numa disputa ferrenha por uma premiação chamativa e cobiçada, o vencedor levou ainda de quebra,  o Troféu Pantaleão (homenagem ao personagem mentiroso, de Chico Anysio).

O resultado final foi o seguinte
1º Colocado - Cibalena

2º Colocado – Delegado Vilas Malas


3º Colocado – Zé das Tapiocas


Relação dos participantes

Kuero Ley

Francisco Damião Maciel

Zé da Tapiocas

Valério

José Roberto de Lima (Este saiu porque tava com dor de barriga, e não voltou mais)

Rafael Leite

Deputado da Praça do Ferreira

Cibalena

Francisco Luiz

Vieira

Delegado Vilas Malas


A premiação

O campeão levou, além do Troféu Pantaleão, premiação em dinheiro. A premiação total, líquida e sem desconto, foi de   R$ 1,75 assim distribuído:

            1º Colocado R$ 1,00

            2º Colocado R$ 0,50

            3º Colocado R$ 0,25

            O prêmio foi pago na hora, em moeda corrente do Brasil, sob forte esquema de segurança. O humorista Cibalena ganha o Festival de Mentiras pela 2ª vez: 2014 e 2016. Se você reparar bem, juntando os dois prêmios, já somam DOIS REAIS.

 

História do Festival de Mentiras

            De 1904 a 1920, na Praça do Ferreira, debaixo do Cajueiro Botador (era assim chamado porque botava caju o ano todo – e isso é verdade), o Ceará assistiu a sua festa mais tradicional, popular e moleca que foi o Festival de Mentiras, realizado, é claro, no dia 1º de Abril. Ali, intelectuais, artistas, bebuns e desocupados passavam o dia escrevendo e afixando papelotes no Cajueiro, com todo tipo de mentiras, de preferência as mais provocantes à sociedade e aos homens do poder.

 

            Em 1920, o Prefeito Godofredo Maciel, sentindo-se incomodado com a brincadeira, mandou derrubar o Cajueiro, acabando com a farra.

 

            Na última reforma da Praça do Ferreira, foi plantado um novo cajueiro e colocado a seu lado uma placa que conta um pouco desta história.

 

            Em 2006, depois de 86 anos sem acontecer o evento, o Escritório do Riso/Museu do Humor Cearense retomou o Festival de Mentiras, realizando-o nos anos de 2006, 2007, 2008 e 2009 no Teatro Chico Anysio. Em 2010, o Festival voltou à Praça do Ferreira, seu lugar de origem. E agora em 2016, mais uma vez, foi realizado debaixo do Cajueiro Botador, o Festival  abre a programação do Mês do Humorista, que este ano comemora os 85 anos do humorista Chico Anysio.






 

 
 
 
 

segunda-feira, 28 de março de 2016

XXVIII Festival de Mentiras será realizado na Praça do Ferreira em Fortaleza


 
          

 
           Debaixo do Cajueiro Botador (Cajueiro da Mentira), na Praça do Ferreira, rememorando a história dos potoqueiros das antigas, acontecerá a abertura das comemorações do Mês do Humorista. Ali, no dia 1º de Abril, as 17h, será realizado o XXVIII Festival de Mentiras, onde escolheremos o Mentiroso do Ano, que levará além do Troféu Pantaleão (Personagem mentiroso de Chico Anysio), premiação em dinheiro. A premiação é líquida e sem desconto, e, mesmo, apesar da crise econômica, que assola o Brasil, será mantida. R$ 1,75 no total, assim distribuído:

            1º Colocado R$ 1,00

            2º Colocado R$ 0,50

            3º Colocado R$ 0,25

            O prêmio será pago na hora, em espécie, em moeda corrente do Brasil, sob forte esquema de segurança.

            Qualquer pessoa poderá disputar (Menos, é claro, quem estiver na Lista da Lava Jato). Para isso, basta preparar uma boa mentira, pegar o microfone e soltar o verbo.

            Quem vai escolher o Maior Mentiroso do Ano será o público, através de aplausos, vaias, gritos, gemidos, estalos de dedos, assobios ou outra manifestação qualquer de apoio ao seu mentiroso preferido.

            As inscrições serão realizadas a partir das 16h, debaixo do Cajueiro da Mentira, no próprio dia 1º. De graça.

            Este ano, comemoraremos os 85 anos de nascimento de Chico Anysio.

História do Festival de Mentiras

            De 1904 a 1920, na Praça do Ferreira, debaixo do Cajueiro Botador (era assim chamado porque botava caju o ano todo – e isso é verdade), o Ceará assistiu a sua festa mais tradicional, popular e moleca que foi o Festival de Mentiras, realizado, é claro, no dia 1º de Abril. Ali, intelectuais, artistas, bebuns e desocupados passavam o dia escrevendo e afixando papelotes no Cajueiro, com todo tipo de mentiras, de preferência as mais provocantes à sociedade e aos homens do poder.

            Em 1920, o Prefeito Godofredo Maciel, sentindo-se incomodado com a brincadeira, mandou derrubar o Cajueiro, acabando com a farra.

            Na última reforma da Praça do Ferreira, foi plantado um novo cajueiro e colocado a seu lado uma placa que conta um pouco desta história.

            Em 2006, depois de 86 anos sem acontecer o evento, o Escritório do Riso/Museu do Humor Cearense retomou o Festival de Mentiras, realizando-o nos anos de 2006, 2007, 2008 e 2009 no Teatro Chico Anysio. Em 2010, o Festival voltou à Praça do Ferreira, seu lugar de origem. E agora em 2016, mais uma vez, debaixo do Cajueiro Botador, o Festival será realizado, abrindo a programação do Mês do Humorista.

 

 O Dia Nacional do Humorista, 12 de abril é Lei. Por isso, Abril, é o Mês do Humorista

Lei Municipal nº 9518 de 23/10/2009   (Fortaleza)

Lei Estadual nº 13.317 de 02/07/2003  (Ceará)

Lei Federal nº 13.082 de 08/01/2015  (Brasil)

Reunião DIA DO HUMORISTA 2016

A reunião deste dia 28 de março de 2016, no Escritório do Riso, será para falarmos da programação do Dia do Humorista, que acontecerá excepcionalmente  no CINE TEATRO São Luiz, dia 12 de abril.
PAUTA: Relação e horários dos participantes.
Todos os humoristas estão convidados e podem participar do evento.
Horário de sempre: 19h
Local de sempre: Teatro Chic Anysio
Av. da Universidade, 2175

sábado, 26 de março de 2016

XXVIII FESTIVAL DE MENTIRAS, abre programação do Mês do Humorista



ABRIL, MÊS DO HUMORISTA
12 de Abril
Dia Nacional do Humorista
Lei Municipal nº 9518 de 23/10/2009   (Fortaleza)
Lei Estadual nº 13.317 de 02/07/2003  (Ceará)
Lei Federal nº 13.082 de 08/01/2015  (Brasil)
  
85 anos de Chico Anysio
 
Quando o mês de abril chega, o Humor do Ceará ganha um brilho todo especial. É que no dia 12 do dito mês é comemorado o DIA DO HUMORISTA, com Lei e tudo! A data é oficial no Estado do Ceará deste julho de 2003. Em 2015 passou a ser comemorada oficialmente também, em todo o Brasil. O Dia 12 é uma referência ao nascimento de CHICO ANYSIO (1931). Este ano Chico faria 85 anos. Ele nos deixou no dia 23 de março de 2012. Há 4 anos. Viveu 80 anos e 345 dias.
 
Neste 2016 as comemorações acontecem pela 13º com uma vasta programação em vários locais, que vai de 1º a 29 de abril, é o Projeto de Humor Regional ABRIL, O MÊS DO HUMORISTA.
 
FESTIVAL DE MENTIRAS – 1º DE ABRIL
A programação inicia-se com o XXVIII Festival de Mentiras, que acontece debaixo do CAJUEIRO BOTADOR (Cajueiro da Mentira), na Praça do Ferreira, rememorando o FESTIVAL DE POTOQUEIROS que ali aconteceu de 1904 a 1920. Em 2006, o Festival foi retomado, e não parou mais de acontecer. A Escolha do Mentiroso do Ano é feita no final da tarde/inicio de noite, 17h. Ao campeão cabe, além do Troféu Pantaleão, a quantia de R$: 1,00. O 2º Colocado ganha R$ 0,50 e o 3º Colocado R$ 0,25. O prêmio é pago na hora, na presença do público e sem burocracia, em moeda correte do Brasil. Qualquer pessoa pode participar, exceto político que esteja envolvido no esquema da Lava Jato. As inscrições serão feitas a partir das 16h. Debaixo do Cajueiro da Mentira, de graça!
 
DIA DO HUMORISTA – 12 DE ABRIL
O ponto alto das comemorações acontece no Cineteatro São Luiz, no Dia 12 de Abril, com a apresentação de shows envolvendo, pelo menos, 30 humoristas, que se reversaram no palco de 17h as 20h, oportunizando a todos, assistirem a bons e variados espetáculos humorísticos. A entrada é de graça.
 
Humoristas já confirmados para dia 12
Froxilda Fofolete, Severina Guet, Superedson, Luan Damasceno, Lezadim, Elvis Preto, Sparguet, Veia Cômica, Zebrinha, Megdal, Delegado, Zé Bolão, Colorau, Gente Fina, Marmita, Tom Leite, Francisquinha, Rosinete, Esquema, Mexerico, Oscabrito, Manguaça, Paçoca, Fubá, Pepeta, Chocolate, David Moraes, Rafaeleite, Isaias Lourenço, Zeca Estrada e Zé das Tapiocas
 
DIA DA SOGRA – 28 DE ABRIL
No Teatro Chico Anysio, a programação  está assim:
No dia 28: Comemoração do DIA DA SOGRA, onde 10 humoristas contam só, única e exclusivamente piadas de Sogra.
 
SHOW DE ANDRÉ LUCAS – DIA 29
No dia 29, o humorista ANDRÉ LUCAS, filho de Chico Anysio, encerra a Programação com o seu novo show: ANDRÉ REVIVE CHICO ANYSIO, um espetáculo onde André faz imitações e homenagens a diversos personagens do pai, o maior humorista do Brasil.
 
EXPOSIÇÃO 80 E CHICO
Ainda dentro do Projeto, durante o mês de abril, fica em cartaz no Museu do Humor Cearense a Exposição "80 e Chico" em homenagem ao humorista Chico Anysio. O nome da Exposição é um trocadilho relativo aos “85” anos, que Chico faria este ano de 2016, se vivo fosse. A Exposição mostra um acervo de mais de 100 peças que  pertenceram ao humorista. Aqui,  citamos, por exemplo: O Jaleco do Professor Raimundo e a Urna Funerária, onde foram depositadas suas cinzas. A abertura da Exposição será dia 04 de abril as 19h.
 
         E neste clima de alegria e bom humor, comemoraremos também, em nossa programação,  os 290 anos de Fortaleza.
 
         À frete do projeto está o Escritório do Riso com apoio da SECULT-CE e  SECULTFOR.

INFORMAÇÕES:
Jader Soares
(85) 9991-0460
3252-374
 
 


domingo, 14 de fevereiro de 2016

Jader Soares lança livro sobre Paula Nei na Academia de Letras de Aracati


A fala de Jader Soares


Jader Soares, ladeado pelo Pres. da Academia de Letras de Aracati
 Augusto Pessoa e pelo Jornalista Plínio Bortolotti
Pessoa, Jader e Dideus Sales


Profª Arusha e acadêmicos.

 
Jader Soares e Prof. Myrson Lima

Acadêmico Tony Moraes, Prof. Stélio e Jader Soares

 
 
            A Academia de Letras de Aracati, recebeu na tarde de ontem, dia 13 de fevereiro, o escritor Jader Soares. Em pauta, o lançamento de seu sexto livro: PAULA NEI – O Primeiro Humorista Brasileiro.
O evento foi por demais prestigiado e aconteceu nos jardins do Museu Jaguaribano.
Os trabalhos, abertos pelo Presidente da Academia, Augusto Pessoa, ainda constou de posse de dois novos  acadêmicos e a entrega do título de Membro Honorário ao Professor Stélio Torquato. Além dos acadêmicos e público em geral, registramos  as presenças ilustres do Jornalista Plinio Bortolotti e do Professor Mylson Lima.
A apresentação do autor e da obra foi feita pelo Professor  Dr. Stélio Torquato Lima. Na sequência, foi a vez de Jader Soares tomar a palavra. Agradeceu, contou causos e falou como surgiu a ideia curiosa de defender PAULA NEI como o primeiro humorista brasileiro, e de sua amizade com Chico Anysio. A apresentação do livro, aliás, foi feita pelo Chico.
Jader pretende lançar o livro em varias cidades. Primeiro, lançou em Fortaleza, no Museu do Humor Cearense, dentro da     I FESTA LITERÁRIA DO HUMOR CEARENSE, acontecida em dezembro de 2015. Agora em Aracati, terra natal do biografado. Em março, o lançamento será em Massapê, terra natal do autor. E depois...
Após as falas, autógrafos. Após autógrafos, coquetel, oferecido pelo acadêmico Prof. Mauro, no aconchegante Espaço Cultural BARCA.
O autor fez doação de três livros para as seguintes instituições: Museu Jaguaribano, IFCE e Espaço Cultural BARCA.
Para adquirir a obra, vá ao Museu do Humor Cearense (Av. da Universidade, 2175 – Benfica – Fortaleza-CE) ou ligue 999 91 0460 (TIM). O valor do livro, no Museu: R$: 20,00.




Prof. Stélio Torquato, Membro Honorário
 da ALA, apresentando o autor e a obra.
Apresentação
Lançamento do Livro
PAULA NEI – O Primeiro Humorista Brasileiro
Autor -  JÁDER SOARES
Academia de Letras de Aracati


Prof.  Stélio Torquato Lima

Prezado presidente da Academia de Letras de Aracati, através de quem saúdo os demais Acadêmicos desta agremiação;

Queridos parentes e amigos que comparecem a esta solenidade, verdadeira celebração da cultura literária e dos talentos da terra dos bons ventos,

Boa tarde!

Peço vênia para ler um breve texto que escrevi para saudar a obra que passa a ser lançada neste momento.

É com satisfação que participo hoje em Aracati, terra natal de Paula Nei, do lançamento de uma obra sobre a vida daquele que foi considerado por Chico Anysio como o primeiro humorista brasileiro. A satisfação é ainda maior por ser o autor que assina a referida obra também um humorista, pois é alguém que fala do que conhece muito bem: a gaiatice que marca o Ceará, terra da molecagem, como um dia acentuou outro filho do Aracati, o romancista Adolfo Caminha.

Jáder Soares, o nosso querido Zebrinha, humorista conhecido nacionalmente, é filho de Massapê. Graduou-se em História, tendo exercido o magistério por mais de uma década.

A vocação para o humor, entretanto, o transportou das salas de aula para os palcos, tendo estreado como humorista em 1984, no Teatro Vila Velha, em Salvador, Bahia, onde morou por 5 anos. O Show de estreia do artista aconteceu no período da luta pelas eleições diretas no Brasil: “Diretas, já!”. O nome do show: “INDIRETAS”. Foi censurado para 16 anos. Neste mesmo ano, Jader voltou ao Ceará e começou a se apresentar em Fortaleza.

Palestrante e Escritor, Jáder Soares já contabiliza seis livros lançados, além de um CD e vários cordéis.

Na Televisão, foi apresentador de programas na TV Diário e TV Jangadeiro e já participou de vários programas nacionais, incluindo o Domingão do Faustão, o Domingo Legal (Gugu), o Globo Repórter e o Show do Tom.

Já se apresentou ao lado de ilustres colegas como: Chico Anysio, André Lucas, Nizo Neto, Carequinha, Felipe Pontes, Eleizer Mota (Seu Batista), João Cláudio Moreno e de toda a galeria de atores que faz humor no Ceará.

Atualmente,  é diretor do Teatro Chico Anysio (espaço que fundou em parceria com seu irmão Chico Soares, em 1991) e do Museu do Humor Cearense, inaugurado em abril de 2014. Também é presidente da Associação dos Humoristas Cearenses (ASSO-H).

O mesmo talento como humorista, Zebrinha demonstra na tessitura deste [mostra o livro pra plateia] “Paula Nei: o primeiro humorista brasileiro”, obra escrita em 2008, mas somente dada a público em dezembro do ano passado, por ocasião da I Festa Literária do Humor Cearense.

Com uma linguagem ágil, prosaica, num ritmo de leve bate-papo com o leitor, Jáder Soares reconstitui o ambiente boêmio e efervescente em que viveu seu biografado, e, bem escudado por obras de referência, traz momentos centrais da trajetória de Paula Ney.

A esse propósito, cabe destacar brevemente alguns dados sobre o protagonista da obra aqui lançada.

Francisco de Paula Nei foi um poeta e jornalista que marcou o boêmio Rio de Janeiro da belle époque. Era amigo de Aluísio Azevedo, Coelho Neto, Olavo Bilac e do abolicionista José do Patrocínio.

Filho de uma alfaiate e de uma dona de casa, Paula Nei nasceu em Aracati, em 2 de fevereiro de 1858, e faleceu no Rio de Janeiro, onde viveu a maior parte da sua vida, em 13 de novembro de 1897. Viveu, portanto, apenas 39 anos, o que não impediu que se eternizasse como grande orador e, sobretudo, como figura das mais engraçadas que o Ceará já produziu.

Além dos poucos anos que viveu, Paula Nei traz também um componente que torna ainda mais surpreendente sua imortalidade literária: não deixou uma só obra publicada. Como ele mesmo se definiu, foi UM LITERATO AGRÁFICO E UM FOLHETINISTA ORAL.

Como poeta, deixou apenas sete sonetos, “feitos as mesas dos cafés e confeitarias cariocas” (p. 31), enquanto jogava conversa fora. Entre eles, o mais famoso foi o poema dedicado à cidade de Fortaleza, quando consagrou a expressão “loira desposada do sol”. Eis o soneto:

A Fortaleza
Ao longe, em brancas praias embalada
Pelas ondas azuis dos verdes mares, 
A Fortaleza, a loira desposada
Do sol, dormita à sombra dos palmares.
Loura de sol e branca de luares,
Como uma hóstia de luz cristalizada,
Entre verbenas e jardins pousada
Na brancura de místicos altares.
Lá canta em cada ramo um passarinho,
Há pipilos de amor em cada ninho,
Na solidão dos verdes matagais...
É minha terra! a terra de Iracema,
O decantado e esplêndido poema
De alegria e beleza universais!
 
A imortalidade de Paula Nei, no entanto, se deu no cenário do humor, o que nem sempre lhe rendeu bons frutos, a começar pelas instituições de ensino que frequentou. É clássica, por exemplo, sua breve passagem pela Faculdade de Engenharia, descrita assim por Jáder Soares em seu livro (p. 13):
Nei tentou ser engenheiro. Matriculou-se no Curso Geral da Escola de Engenharia, no Rio de Janeiro. Mas só assistiu a uma aula. E ele dava o maior valor contar, quando alguém perguntava, o motivo que o levara a desistir da profissão de engenheiro:

“O professor encheu o quadro-negro com algarismos, raízes, letras gregas. Todos atentos, acompanhávamos os complicadíssimos cálculos. Chegando ao fim do quadro, passou o professor a escrever em outro, cálculos e mais cálculos. Depois de uma hora exaustiva, no último espaço disponível do segundo quadro-negro, concluiu: Igual a zero”
Nei ficou pasmo, e falou para todos:
“Eu juro que não acredito! Quer dizer que o senhor, professor, passou uma hora gastando giz nestes dois quadros, para no final dar em nada... Igual a zero... Sinto muito! Eu desisto!”
Sem querer mais me alongar, e deixando que o amigo Jáder se encarregue ele mesmo de mencionar outras passagens engraçadas da vida de Paula Nei, gostaria apenas de registrar a comovente saudação do dramaturgo Artur Azevedo a Paula Nei por ocasião do sepultamento deste (p. 75-76):

Inolvidável Chico, hoje, afinal descansas,
Vencido na jornada aspérrima da vida
E levas para a cova, ao fim da insana lida,
As tuas ilusões, as tuas esperanças...
 
Guardam-te eternamente as fúlgidas lembranças
Do teu talento de ouro, e a sombra estremecida
Da alma que possuístes, em lágrimas fundidas,
Ó bom, ó meigo, ó doce amigo das crianças!
 
Que é do inflamado verbo, altíssono e vibrante?
Onde a frase incisiva, a graça coruscante?
Tudo acabou? Quem sabe? Ou voltará? Talvez...
 
Neste dia fatal, no dia em que morreste,
Pela primeira vez o espírito perdeste
E fizeste chorar pela primeira vez.
O homem que mereceu a beleza desses versos tem o merecido reconhecimento na obra de Jáder Soares. Bendito sejas, amigo Zebrinha, por trabalhar para preservar a memória do ilustre cearense Paula Nei.

Bem-aventura sejas, Academia de Letras de Aracati, por albergar esse evento de celebração à lembrança de um conterrâneo ilustre, afirmando a vocação que te deu à luz, a de cultuar os valores de nossa terra.

Muito obrigado!